Thomas Daley, atleta, medalhista olímpico e vítima de bullying

Inveja, falta de limites, intolerância. Seja qual for a razão, o que está acontecendo com o jovem inglês Thomas Daley, 14 anos, pequeno prodígio do esporte, destaque nos saltos ornamentais, é um exemplo de como o bullying não poupa ninguém, nem mesmo (ou quem sabe, muito menos) ídolos, xodós ou gente que desponta na vida por meio de muita dedicação.

Atleta olímpico e talento incomum, Daley é vítima pública de uma perseguição cruel protagonizada por “adorrecentes” ingleses, que veem na chacota e na humilhação uma forma de exercício de poder. A gozação virou ameaça. Até promessa de quebrar as pernas do jovem foi feita.

Pressionado, o garoto pediu aos pais para abandonar a escola. Deve ir para os Estados Unidos, onde dará continuidade aos treinos e à carreira. Deveria ser o contrário, né? Os amigos apoiando seus feitos, valorizando o fato de tê-lo como colega de classe, enfim, interagindo de forma positiva e solidária.

Mas a cultura da violência e da individualidade tem prevalecido, muitas vezes, sobre a política da boa vizinhança, do aconchego, do respeito, da gentileza. Um verdadeiro campo minado para gente de bem, e terreno fértil para agressores de toda a sorte. E pensar que Thomas é só uma criança.

Não existe nada mais cruel e desumano do que o bullying, crianças e jovens são cruéis sem prever suas conseqüências. Por isso é importante identificar e punir os agressores, e tentar acabar com essa cultura do medo a qual estamos expostos. Aqui há uma reportagem da Revista Época que pode ajudar bastante,

In Infinitum

Robson Freire

Um comentário sobre “Thomas Daley, atleta, medalhista olímpico e vítima de bullying

  1. José Antonio Klaes Roig disse:

    Oi, Robson, essa matéria me fez lembrar versos de canção da banda Engenheiros do Hawaii: “O pop não poupa ninguém!” Incrível, mas o individualismo, a competição, a inveja, estimulado pro certas práticas competitivas no meio escolar, inclusive, faz brotar o lado obscuro do ser humanop. Por isso sou radicalmente contra a tal meritocracia no ambiente público. Boa matéria, um abraço, Zé.

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