Por que não usar web 2.0 e redes sociais no ensino?

07 de dezembro de 2006, 13:06

Sempre pensamos em web 2.0 para o comércio ou para o relacionamento pessoal, mas pouco utilizam as vantagens dessas ferramentas e conceitos para a área da educação.

Por Humberto Zanetti

Recentemente um consultor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Seely Brown, comentou em entrevista sobre a falta de investimento das escolas e universidades de todo o mundo na elaboração de projetos educacionais que utilizem recursos de web 2.0.

Brown enfatiza que tais projetos poderiam introduzir nos alunos a cultura de divulgar e debater idéias, como no uso de wikis e blogs.

Esse princípio é sempre enfatizado por pesquisadores na área da educação: dar a possibilidade de o aluno se tornar mais do que um ser passivo na etapa de aprendizagem. O aluno pode se tornar um agente pensante que veja nessas ferramentas a oportunidade ideal, estimulado pela possibilidade de formar e trocar conhecimentos.

O professor por sua vez terá a oportunidade de verificar aspectos muitas vezes difíceis de serem identificados na sala de aula, como a capacidade de elaborar textos, pesquisar sobre um assunto, dar uma opinião e debater a de outros.

Essa rede de comunicação também pode agregar valores à instituição de ensino. Um wiki bem desenvolvido, por exemplo, pode ser usado como ferramenta de pesquisa para alunos futuros, formando uma enciclopédia particular.

Como e quais ferramentas usar?

A princípio essa metodologia dever ser inserida gradativamente, com uma mescla de atividades em sala e em ambiente virtual. Seria válido o professor dar “uma aula” sobre o conceito, as ferramentas e os objetivos e trazer aos poucos, posteriormente, em cada aula, o estímulo ao uso da tecnologia. Passada essa fase, pode pedir tarefas onde o conteúdo deverá ser exposto periodicamente via blog, ou após finalizado, submetido a um wiki.

Professores têm a possibilidade de utilizar os recursos web 2.0 também para seu controle de aulas, através de ferramentas online que ajudam o trabalho do profissional de ensino. Um exemplo seria um blog onde o professor compartilha informações com seus alunos e publica seu calendário de aulas e avaliações sempre atualizado, a relação parcial de notas, além de comentários sobre assuntos abordados.

Todas essas possibilidades descritas não exigem despesas adicionais. Um serviço bem interessante é o Edublogs.org. Voltado especificamente para profissionais de ensino, fornece um serviço de blog e atualmente integra ferramenta wiki do Wikispaces gratuitamente. Esta dobradinha de ferramentas forma um um ambiente simples e eficaz de aprendizado e colaboração.

Claro que nesse processo há barreiras. A primeira seria fazer com que os educadores aprendam e usem a web a seu favor. Que procurem se adequar e utilizem essas ferramentas como um meio de melhorar o processo educativo.

Em segundo lugar seria a etapa de treinar e educar os alunos nessas tecnologias e conceitos, onde vai se procurar mostrar como pode ser vantajoso tirar proveito de um ambiente colaborativo.

Cabe a nós, professores, a tarefa de abrir os olhos para essa nova oportunidade. O processo de aprendizagem não é somente transmitir o conhecimento e sim ensinar como usá-lo, como modificá-lo e até mesmo discordar dele. Temos as ferramentas, só falta usar.

Fonte: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2006/12/07/james-della-valle/

4 comentários sobre “Por que não usar web 2.0 e redes sociais no ensino?

  1. Sérgio Rodrigues disse:

    Completamente de acordo com a utilização no ensino
    De qualquer forma, apesar do potencial das redes sociais e da sua possível utilização no ensino será necessário estabelecer uma estratégia de forma a tirar o melhor partido delas.
    Ferramentas como o E-goi conseguem aliar todo o potencial do “e-mail marketing” e difundir as informações e/ou produtos automaticamente nas redes sociais.
    Penso que este artigo é elucidativo:
    Envie as suas campanhas para todas as redes sociais

  2. Sérgio Rodrigues disse:

    Completamente de acordo com a utilização no ensino
    De qualquer forma, apesar do potencial das redes sociais e da sua possível utilização no ensino será necessário estabelecer uma estratégia de forma a tirar o melhor partido delas.
    Ferramentas como o E-goi conseguem aliar todo o potencial do “e-mail marketing” e difundir as informações e/ou produtos automaticamente nas redes sociais.
    Penso que este artigo é elucidativo:
    Envie as suas campanhas para todas as redes sociais

  3. webdigitaleducator disse:

    Este texto é importante, Robson, e gostaria de fazer algumas considerações:

    1- Não consigo imaginar mais o ambiente educacional desvinculado completamente do recursos da web. Acho que agreguei a idéia à minha rotina como professor. Hoje eu fiz uma revisão das aulas diretamente no meu blog, utilizando os resumos que estou postando. Foi muito legal!

    2- Muitos professores oferecem resistência à inovação e não há trabalho em equipe. A verdade é que, na atual conjuntura (ou estrutura?), as disciplinas não dialogam entre si, a escola virou um campo de guerra e cada um sobrevive como pode.

    3- Existem os professores que podem se dedicar à web 2.0, gerenciando blogs e buscando novos recursos a cada dia, inserindo calendários, monitorando tarefas e tirando dúvidas online. Mas a impressão que fica, na minha opinião, é que estamos fazendo um trabalho gratuito.

    Resumindo: ou a escola agrega a idéia do uso da internet em um projeto coletivo, interdisciplinar, extra-curricular e remunerado (palavrinha danada no cotidiano do professor), ou vai continuar, infelizmente, ensinando para o passado.

    Minha opinião.

    Um abraço

  4. webdigitaleducator disse:

    Este texto é importante, Robson, e gostaria de fazer algumas considerações:

    1- Não consigo imaginar mais o ambiente educacional desvinculado completamente do recursos da web. Acho que agreguei a idéia à minha rotina como professor. Hoje eu fiz uma revisão das aulas diretamente no meu blog, utilizando os resumos que estou postando. Foi muito legal!

    2- Muitos professores oferecem resistência à inovação e não há trabalho em equipe. A verdade é que, na atual conjuntura (ou estrutura?), as disciplinas não dialogam entre si, a escola virou um campo de guerra e cada um sobrevive como pode.

    3- Existem os professores que podem se dedicar à web 2.0, gerenciando blogs e buscando novos recursos a cada dia, inserindo calendários, monitorando tarefas e tirando dúvidas online. Mas a impressão que fica, na minha opinião, é que estamos fazendo um trabalho gratuito.

    Resumindo: ou a escola agrega a idéia do uso da internet em um projeto coletivo, interdisciplinar, extra-curricular e remunerado (palavrinha danada no cotidiano do professor), ou vai continuar, infelizmente, ensinando para o passado.

    Minha opinião.

    Um abraço

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