Sites de Redes Sociais na Educação

Vanessa dos Santos Nogueira
Pensar sobre o uso de Sites de Redes Sociais na educação remete a várias questões:

– A precariedade dos laboratórios de informática das escolas públicas e a ausência de um professor que trabalhe somente no laboratório. Tanto a falta de computadores, manutenção, internet…
– Como fazer um trabalho integrando as tecnologias digitais e redes sociais sem recursos materiais e humanos para isso?
– Os muitos discursos sobre as possibilidades da internet e das redes sociais como se todos tivessem acesso e soubessem “como” usar esses recursos.
– É possível criar uma rede social na internet diferente das redes sociais presenciais? Pensando que os mesmos sujeitos do presencial são os que habitam espaços/lugares virtuais.
– Qual a melhor opção de redes sociais online para usar na escola? Redes fechadas ou abertas? Pensando que redes corporativas não são feitas para a educação e oferecem conteúdo impróprio, limite de idade, propagandas… ao mesmo tempo a escola não pode negar a existência dessas redes e criar na escola espaços tanto presencias como virtuais “ideais”, lembrando que fora da escola não temos espaços separados e os alunos vão conviver e interagir com diversas redes presenciais e virtuais, tendo que fazer escolhas…
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As redes sociais na internet são alvo de diversas reportagens, manuais e tutoriais que incentivam professores e alunos a fazer uso de recursos nelas presentes, apresentando, muitas vezes, somente uma versão das suas possibilidades. Concorda-se que a utilização desses espaços pode intensificar a comunicação, as discussões sobre conteúdos e o rápido acesso a informações, contudo temos uma série de cuidados a serem considerados como direitos autorais, idade mínima para utilização, tempo de trabalho do professor fora do seu horário de trabalho etc.

             Percebe-se que utilizando ou não as redes sociais na internet, em espaços formais das escolas/universidades, se faz necessária uma discussão sobre seus limites e possibilidades, vantagens e desvantagens, prós e contras do seu uso, repercussão e alteração do presencial, como também a apropriação que os sujeitos da educação estão fazendo das redes sociais na internet fora dos espaços escolares/acadêmicos e como esses sujeitos estão se movimentando nesses novos tempos e espaços.

            Onde existam recursos materiais e humanos a utilização de Sites de  Redes Sociais na escola esse recurso pode representar hoje a possibilidade de contribuir para a formação de sujeitos efetivamente participantes, considerando novos tempos e espaços onde professores e estudantes se movimentam juntos como sujeitos autores e co-autores dos processos de ensino e aprendizagem. Pensar o planejamento, utilização e avaliação das redes sociais no cenário escolar agrega novos espaços de diálogo e produção de sentidos, e se esses espaços forem pensados em/para colaboração passamos a ter a descentralização do conhecimento. Ao mesmo tempo em que os alunos se movimentam com mais facilidade nas redes sociais, seu uso no cenário educacional requer comprometimento e cuidado. Muitas novidades e as diversas opções que as redes sociais e seus mais variados recursos podem oferecer uma possibilidade rica e complexa de emancipação – não temos uma receita pronta, é um exercício de construção coletiva e colaborativa. Assim, o papel das Sites de Redes Sociais na educação nos remete à possibilidade de ampliar o diálogo ultrapassando a sala de aula tradicional  onde o professor era o centro, para uma dinâmica descentralizada  produzindo novas formas de ensinar e aprender; isso quando utilizadas como espaços de problematização em atividades que instiguem a criatividade, buscando não só produzir uma aula mais divertida ou a utilização de um recurso que está na “moda”, mas gerando discussões e ações que possam contribuir efetivamente para uma mudança social.
Alguns links para saber mais sobre o assunto:

Vídeos:
Redes Sociais na Educação – TV Escola – Entrevistas com Sérgio Lima, Lilian Starobinas e Eziquiel Menta.
TICs e redes sociais na formação de professores – TV Escola – Primeira parte da entrevista com o professor Paulo Francisco Slomp, da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul http://www.ufrgs.br/psicoeduc.
Redes Sociais– Palestra com Augusto de Franco.
Entrevistas:
Redes sociais na escola– Revista Ponto Com
O uso de Redes Sociais na educação– Entrevista com João Mattar
Referências
NOGUEIRA, Vanessa dos Santos; PIZZI, J . Reconhecimento Intersubjetivo em Redes Sociais na Internet. In: VII Ciclo de Estudos Educação e Filosofia: tem jogo nesse campo? Pedagogia como Ciência da Educação, 2012, Pelotas. Anais do VII Ciclo de Estudos Educação e Filosofia: tem jogo nesse campo?. Pelotas: Ed. da UFPel, 2012. v. 1. p. 231-238. [Baixar]
NOGUEIRA, Vanessa dos Santos . A linguagem escrita na educação a distância: possibilidades de comunicação e constituição do sujeito/aluno. In: XV ENDIPE – Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino, 2010, Belo Horizonte. Anais do XV ENDIPE – Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino, 2010.[Baixar]
NOGUEIRA, Vanessa dos Santos. O papel das redes sociais na escola. In: XII Congresso Internacional de Educação Popular e XXI Seminário de Educação Popular. Santa Maria, 2012.


Sobre a Autora: Vanessa dos Santos Nogueira, Pedagoga, Especialista em Gestão Educacional, Mestre em Educação – UFSM, Doutaranda em Educação na Universidade Federal de Pelotas – UFPel. E-mail: snvanessa@gmail.com. Blog: www.vanessanogueira.info, Twitter: @svanessa, Facebook: snvanessa;

Um comentário sobre “Sites de Redes Sociais na Educação

  1. Suely Aymone disse:

    Oi, Vanessa!

    Muitas questões que levantaste no início do texto são “minhas minhocas” sobre o uso dos sites de rede sociais na educação! Aliás, mais do que minhocas são vivências que tenho experimentado, pois uso o Facebook e os blogs como mediadores nas aulas que desenvolvo no curso normal!

    Embora as dificuldades, as limitações, acho que interagindo além da sala de aula, na web, por exemplo, avançamos nas nossas relações e na construção coletiva de conhecimento.

    É um trabalho de formiguinha, como diz a Marli Fiorentin, mas, aos poucos, outros colegas vão descobrindo possibilidades de formação de redes na web.

    Bjs

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