Cibercultura, Mundo Novo, Cultura Nova

Olá amigxs

Tava zanzando sem rumo pela internet, quando encontrei esse vídeo (dividido em 2 partes, a outra aqui) sobre Cibercultura. Este vídeo é bem bacaninha e bastante didático, como estou fazendo uma pesquisa sobre inteligência coletiva e redes digitais, e este vídeo é bem legal para ilustrar o conceito. Cibercultura é a cultura contemporânea fortemente marcada pelas tecnologias digitais. Ela é o que se vive hoje, como por exemplo: home banking, cartões inteligente, inscrições via internet, etc. Isso prova que a cibercultura esta presente na vida cotidiana de cada indivíduo.

Lendo o texto do Angéle Murad , achei o texto interessante, aborda comentários de Pierre Lévy sobre a Cibercultura, abrange as mutações nas quais estamos presenciando, fala sobre a exclusão social e ao mesmo tempo sobre a integração. Gostei muito quando o autor afirma que a cibercultura pode ser a herdeira legítima da Filosofia das Luzes e difunde valores como fraternidade, igualdade e liberdade.

Pequena Pausa: Vou deixar aqui alguns links sobre Cibercultura que eu gosto:  Cibercultura e a pós-modernidade (na perspectiva do Stuart Hall), O que é Cibercultura? (do pessoal do netmundi.org – Filosofia na Rede), Cibercultura e Mobilidade: A Era da Conexão (do André Lemos) e o Definições de Cibercultura (segundo Pierre Lévy).

Ai bateu aquela pulga atrás da orelha. Fiquei pensando até que ponto será essa fraternidade, igualdade e liberdade?

Hoje nossa cultura não é a mesma de antes, não conseguiríamos mais voltar a ser como era antes, mesmo se quiséssemos. Não dá para imaginar o mundo sem a internet, interatividade, informações online, contatos e tudo que a cibercultura proporciona. Tudo mudou muito através da informática e a tendência é que mude cada vez mais e que ela “tome conta”da vida do ser humano.

CIBERCULTURA

Cibercultura: “Trata-se de uma nova relação entre a tecnologia e sociabilidade, configurando-se a cultura contemporânea.” – André Lemos

Já no texto de Alex Lamikiz, informa que o termo cibercultura têm sido muito utilizado pelos especialistas em marketing como: ”O novo estilo de vida que esta sendo criado ao redor da informática e da internet’‘. Essas pessoas têm se aproveitado deste espaço para disseminar um mercado de produtos ”ciber” que seria visto pelos jovens como produtos modernos. Segundo Alex Lamikiz, este espaço deveria ser utilizado para ações sociais conscientes, como conspirar comodamente do escritório ou da sala de estar contra a multinacional da hora, o político corrupto ou a instituição pertinente. Ele defende que as pessoas têm que procurar o consumo consciente e ético.

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Imagem retirada daqui

Então a cibercultura, muito mais do que um espaço de “mercado”, é uma ferramenta de evolução, que tem seus pontos positivos e negativos como qualquer nova tecnologia. Ela deve ser encarada e utilizada pelos internautas como uma fonte de troca de conhecimento, cultura, diversão, arte e etc. Como citam nessa postagem Caroline Diel e Giovana Basso: O princípio que rege a cibercultura é a “re-mixagem”, conjunto de práticas sociais e comunicacionais de combinações, colagens e cut-up de informação a partir das tecnologias digitais. As novas tecnologias de informação e comunicação alteram os processos de comunicação, de produção, de criação e de circulação de bens e serviços.

Cibercultura

Imagem retirada daqui

A cibercultura tem criado o que está sendo chamado de “mídia do cidadão”, onde todos são estimulados a produzir, distribuir e reciclar conteúdos. As expansões da cibercultura potencializam o compartilhamento, a distribuição, a cooperação e a apropriação dos bens simbólicos. A área acadêmica também tem se esforçado neste contexto, no que se refere a sinergia das causas tecnológicas e efeitos sociais e vive-versa.

A cibercultura é algo atual em nossa sociedade, é muito evoluído para a nossa realidade, por isso muitas pessoas interpretam essa evolução de forma negativa, pois estão longe de saber os benefícios. Fala-se que com o advento da internet, as pessoas leem menos, mas, isso é totalmente contraditório em uma realidade em que as pessoas precisam ler para interagir, afinal, o que vai definir a interação é a leitura e a digitação, pois é assim que conseguimos comunicar-nos na internet.

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Imagem retirada daqui

Além disso, esse mundo de informação é um sua grande parte gratuita, pois basta apenas um click e temos um livro inteiro baixado em nosso computador, como os disponíveis no site do Domínio Público. É certo que com relação a essa gama de informações, deve-se ficar atento à questão dos direitos autorais, para não cometer o crime do plágio.

A cultura do Ctrl+C e do Ctrl+V permitiu que as barreiras dos direitos autorais fossem quebradas. Deve-se ter responsabilidade virtual, pois, embora estejamos lidando com a inteligência artificial para alcançar longas distâncias e acessar tudo em qualquer parte, precisamos reconhecer que são pessoas que estão do outro lado do computador e por isso mesmo devemos ter responsabilidade com as nossas ações. O principio da ética, do correto deve ser seguido seja ele em qual campo for, virtual ou real.

Também no texto A Cibercultura e o Surgimento de Novas Formas de Sociabilidade a a citação:

“O ciberespaço pode ser, portanto, considerado como uma virtualização da realidade, uma migração do mundo real para um mundo de interações virtuais. A desterritorialização, saída do “agora” e do “isto” é uma das vias régias da virtualização, por transformar a coerção do tempo e do espaço em uma variável contingente. Esta migração em direção à uma nova espaço-temporalidade estabelece uma realidade social virtual, que, aparentemente, mantendo as mesmas estruturas da sociedade real, não possui, necessariamente, correspondência total com esta, possuindo seus próprios códigos e estruturas.

A emergência da cibercultura provoca uma mudança radical no imaginário humano, transformando a natureza das relações dos homens com a tecnologia e entre si. Pierre Levy (Levy, 1995) defende uma inter-relação muito próxima entre subjetividade e tecnologia. Esta influencia aquela de forma determinante, na medida em que fornece referenciais que modelam nossa forma de representar e interagir com o mundo. Através do conceito de “tecnologia intelectual”, Levy discorre sobre como a tecnologia afeta o registro da memória coletiva social. As noções de tempo e espaço das sociedades humanas são afetadas pelas diferentes formas através das quais este registro é realizado.”

Há também uma Biblioteca de Bibliografias sobre Cibercultura maravilhosa que pode ser acessada em AQUI. Bem como vimos há muita coisa ainda para ser estudada e ainda pensada por nos. Isso é só um começo e o fim ninguém sabe ainda qual será.

Ciber abraços a todxs

Robson Freire

 

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