O Outro Lado da História da Abolição da Escravatura no Brasil: Dragão do Mar e a História da Abolição no Ceará

Olá amigxs

Hoje vou contar a vocês uma história que o Ale Santos (@Savagefiction) contou lá no Twitter. Essa história não aparece com frequência nos livros didáticos das escolas e o porque disso você vai acabar descobrindo aqui. Ele contou a história de…. Pera aí deixa ele mesmo contar pra vocês.

Senta aí e puxa o fio dessa prosa que vale a pena:

 

Gostou da história? Legal demais, mas ficou uma pergunta por fazer: por que os livros didáticos não tem essa história? A educação formal que tivemos, em sua grande maioria, pinta o movimento abolicionista como uma simples concessão da elite, como se fossem seres esclarecidos e bondosos. Até na própria luta pela liberdade querem tirar o progonismo dos então oprimidos. O Ale Santos diz em um dos tuítes “A história quer ensinar que negros foram condescendentes com sua escravidão. Mas somos ferozes, ninguém aprisiona um preto sem sofre retaliação” Então pense comigo: Se essa história fosse contada como realmente aconteceu, qual seria a importância da Princesa Isabel (branca) diante da luta de um Revolucionário (negro) na Abolição? Quem seria o herói dessa luta? Lembre-se que a história sempre é contada a partir da ótica do vencedor e do colonizador.

livro-depois-atlantico.jpg

Tem um livro bem interessante chamado “Depois, o Atlântico – Modos de Crer, Pensar e Narrar a Diáspora Africana” que foi publicada pela Editora UFJF e que foi organizado pelos professores Edimilson de Almeida Pereira e Robert Daibert Junior, do curso de especialização “História e Cultura Afro-Brasileira e Africana: educação para as relações étcnico-raciais” da UFJF. O livro aborda temas que dizem respeito a alguns dos modos que o sujeito da diáspora africana desenvolveu para pensar, crer e narrar o processo de ruptura e reconstrução exigido por sua situação. Ao longo do livro, são abordados também temas referentes ao legado africano para a sociedade brasileira, como religião, educação, história e literatura. Mas infelizmente o livro não foi comercializado, pois ele foi apenas distribuído nas  escolas públicas e bibliotecas de Juiz de Fora e região.

Bem o que acharam da história? Sabe de alguma outra interessante? Então conta para a gente ai nos comentários.

Abraços históricos

Robson Freire

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