Tecnologias na Educação ou Educação com Tecnologias?

Muitas vezes ouvimos falar sobre os investimentos que são feitos em equipamentos tecnológicos para as escolas, professores e alunos, como se esses recursos pudessem ser capazes de promover mudanças na Educação. Geralmente, primeiro pensam e providenciam os equipamentos (Hardware), para em segundo plano pensarem na metodologia que será aplicada ao utilizá-los (Software). Como sabemos o hardware sem o software não é eficiente, da mesma forma que um excelente equipamento utilizado de maneira inadequada pelo profissional também não será eficiente e não trará nenhum avanço a Educação.

Exerci a função de Orientadora Tecnológica por aproximadamente seis anos na Secretaria de Educação do RJ e durante esse período pude acompanhar de perto as inconsistências, mudanças e inseguranças sobre o assunto. O olhar do governo nunca foi uma constante, muito pelo contrário, é sempre uma variável, infelizmente. A falta de continuidade dos Programas Governamentais envolvendo o uso das tecnologias na Educação é uma realidade que interfere de forma direta e negativa nos resultados obtidos.

Não basta colocar equipamentos tecnológicos nas escolas e oferecer cursos mostrando como utilizá-los, é preciso muito mais que isso. O professor precisa estar envolvido pela tecnologia, ele precisa acreditar na eficácia do seu uso, precisa estar seguro, conhecer suas especificidades, para saber identificar qual o recurso poderá auxiliá-lo e em que momento mais adequado.

Sempre me interessei muito pelo uso das TIC’s na Educação, por isso fiz inúmeros cursos na área oferecidos pelo Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE-08), pelo Proinfo e outros, fiz também uma Pós em Mídias na Educação pela UFRJ e pelo caminho percorrido fui descobrindo e me apaixonando pelas possibilidades de uso no processo de ensino/aprendizagem.

Um exemplo prático disso é o Blog “Utilizando as Mídias na Educação” que criei há mais de três anos, um espaço de interação, troca de experiências, descobertas e compartilhamento com colegas, seguidores e visitantes.

Blog, WebQuest, Infográficos, Internet, Redes Sociais, Vídeos, Jogos Educacionais e muitos outros são recursos tecnológicos que podem auxiliar o professor em sua prática.

Entretanto, não adianta usar “novos recursos” com as “velhas metodologias”, é preciso repensar e refletir constantemente sobre o processo e nossas práticas educativas. Os recursos tecnológicos por si só não trazem nenhuma inovação a Educação, o uso que os profissionais da área darão a eles é que poderá ser inovador ou não, tudo dependerá da metodologia que o professor utilizará e de sua mediação no processo, que é essencial e fará toda a diferença.

“As velozes transformações tecnológicas da atualidade impõem novos ritmos e dimensões à tarefa de ensinar e aprender. É preciso que se esteja em permanente estado de aprendizagem e de adaptação ao novo.” Vani Moreira Kenski

“Agora é o momento de enxergar possibilidades imensas de mudança que se abrem a nossa frente. Vale a pena mudar, aprender de verdade, ajudar a quem está começando ou com mais dificuldades. Só assim construiremos um país melhor, como é o desejo profundo da grande maioria das pessoas.” José Manuel Moran
http://utilizandomidias.blogspot.com.br/2009/11/aprendendo-e-ensinando-ser-livres.html

Sobre a autora: Fernanda Gomes da Silva Tardin – Bacharel em Ciências Contábeis, Licenciada em Matemática e Especialista em Mídias na Educação; Atuando como Professora Articuladora Pedagógica, Editora do Blog Utilizando as Mídias na Educação; Facebook: fernandagtardin; Twitter: @fernandagtardin; E-mail: fernandat@prof.educacao.rj.gov.br

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Somos Infinitas Possibilidades

Hélio Sassem Paz

Muito embora seja professor universitário na área das Ciências Humanas Aplicadas com experiência desde 2002, não tive uma formação teórica baseada nos autores da área da Educação. Portanto, toda a contribuição e toda a crítica serão de um aprendizado ímpar. ;)

Como este blog chama-se Caldeirão de Ideias, decidi compartilhar um conjunto de posições diferentes, mas de uma maneira informal, pois não sou pesquisador especializado em questões filosóficas, sociológicas, antropológicas, psicológicas e administrativas relacionadas à Educação. Apesar da informalidade, há uma clara sistematização didática em torno de alguns eixos que exigem muitas reflexões. Ei-lo! ;)

Caríssimos amigos,

Pra começo de conversa, agradeço imensamente ao querido companheiro de militância online tanto pela causa da Educação como pelos Direitos Humanos e pela Educação, o prof. Robson Garcia Freire, que é o nó de laços mais fortes responsável pela idealização deste Caldeirão das Ideias. Embora eu seja bastante prolixo, acho importante iniciar colocando as minhas referências socioeconômicas e culturais, de onde poderão inferir fraquezas e oportunidades argumentativas, teóricas, metodológicas e ideológicas acerca do meu discurso.

Portanto, decidi dividir essa participação inicial no Caldeirão de Ideias em duas partes. Primeiro, acho importante que vocês conheçam a minha perspectiva geral como educador. No próximo post, entrarei diretamente no cerne da questão.

DE ONDE VIM?

Fui aluno de escola estadual durante o 1º grau e de uma escola privada no 2º. Fui criado em uma família de classe média alta de Porto Alegre por um pai bastante politizado, de personalidade forte e origem humilde, ainda que conservador no seu ponto de vista ideológico. Ele foi o primeiro membro da família a obter um diploma universitário e fez carreira como funcionário público. A minha criação foi privilegiada, mas tive um contato direto com colegas de condições materiais bem menos tranquilas. O fato de ter tido uma professora de História e um pai com um perfil combativo contra a ditadura militar em um período em que a verdade não vinha à tona aliado ao fato de eu ser filho adotivo durante a fase de lactente certamente firmaram o meu pensamento de esquerda. Junte-se a isso o fato de ter feito Comunicação em uma universidade pública, gratuita e de grande qualidade e sempre me vi como um sobrevivente que precisa fazer algo pela maioria da população que, infelizmente, não teve a mesma oportunidade.

DO QUE EU GOSTO?

Em primeiro lugar, gosto de GENTE. Sou geminiano e falante. Não é à toa que meu pai alfabetizou-me aos três anos e que eu adorava ler jornal e ouvir rádio avidamente desde os seis. Na adolescência, joguei muito futebol, pratiquei caratê, natação e andei bastante de bicicleta. Me criei em uma rua com muitos guris. Jogávamos muitos jogos de tabuleiro, como War, Banco Imobiliário e futebol de mesa (botão). Tanto a rua era nosso lugar como frequentávamos muito as casas uns dos outros. Raras casas tinham grades e havia menos prédios do que casas. Tínhamos também um clube muito próximo e barato, nosso ponto de futebol, piscina recreativa, festas, churrascos e paquera. Depois, na adolescência, fiz teatro na escola. Casualmente, na peça de que fui protagonista, na fase adulta do meu papel, fui um professor que liderou uma greve. :)

Adoro viajar. Lugares novos me instigam na busca de experiências sensoriais e no convívio com a realidade local, ao passo que lugares onde já estive inspiram saudade e revigoram porque despertam a memória e resgatam hábitos que considero energizantes, emotivos e que precisam ser vividos mais de uma vez. Ainda não tive capacidade financeira de ir à Europa, ao Oriente, à Índia, à América do Norte ou à América Andina, mas já conheço algumas centenas de cidades brasileiras em 16 estados, além de algumas cidades uruguaias.

Assim como adoro comunicar-me, produzir, compartilhar, aprender e ensinar a partir do binômio conhecimento e informação, também possuo três outras paixões que precisam ser incorporadas de maneira sistemática à minha prática profissional: desde os 10 anos, em 1983, sou completamente vidrado por computadores e videogames. Desde muito antes, por futebol e, acima de tudo, pelo Grêmio. E todas as formas de manifestação artística exploram a nossa multissensorialidade e contribuem para que os nossos lados lógico, analítico e emotivo se exacerbem e operem em conjunto.

TRAJETORIA ACADÊMICA E PROFISSIONAL

No vestibular, passei de primeira, em Jornalismo, na UFRGS, em 1991. No decorrer do curso, solicitei transferência interna para Publicidade. Descobri que precisava explorar um lado mais criativo, técnico e estético voltado ao experimentalismo que a computação gráfica, a fotografia, a ilustração, a tipografia e – sobretudo – a ainda embrionária internet brasileira poderiam me proporcionar. Profissionalmente, durante algum tempo, fui operário (arte-finalista) em algumas agências de publicidade e estive entre os pioneiros regionais como funcionário do departamento de criação em um portal de conteúdo. Trabalhei no Rio de Janeiro, voltei a Porto Alegre e, após alguns trabalhos insatisfatórios para o bolso, para o ego e para a minha continuidade e posterior crescimento, surgiu a oportunidade de ser professor substituto na UFRGS em 2002, nas disciplinas de Comunicação Visual, Projeto Gráfico em Propaganda e Processos de Produção Gráfica. Após o final desse contrato, tive uma breve oportunidade na UNIFRA, em Santa Maria, cidade de origem ferroviária e, hoje, referência universitária encravada no centro do RS, com Introdução ao Web Design. Por uma série de dolorosas constatações, custei bastante a entrar no mestrado. Após cinco tentativas na UFRGS, uma na PUCRS e uma na UNISINOS, finalmente, em 2007, ingressei no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (PPGCC/UNISINOS), onde, desde 2010, sou professor em sete disciplinas na graduação em Comunicação Digital, pioneira e única no país. Dentre todas as disciplinas que já ministrei e que atualmente ministro, incluem-se Panorama da Comunicação Digital, Oficina de Software Vetorial, Interfaces 1, Interfaces 2, Arquitetura da informação, Hipertexto, Entretenimento em Hipermídia e Tópicos de Comunicação Digital. Também sou professor coordenador de estágios no núcleo de Comunicação Digital da AGEXCOM (Agência Experimental de Comunicação) da UNISINOS e, muito em breve, irei coordenar uma nova especialização chamada Jornalismo Esportivo Transmídia.

Também tive uma agradabilíssima experiência como coordenador do núcleo de produção e criação em mídias digitais e sociais num projeto de extensão da UNISINOS com a Prefeitura Municipal de Canoas/RS, chamado Agência da Boa Notícia Guajuviras, a fim de ensinar a blogar, postar informações positivas acerca da realidade da sua comunidade no Twitter, no Orkut e no YouTube voltado para jovens de baixíssima renda de uma comunidade de altíssimo risco em uma das regiões mais violentas do estado.

Definitivamente, amo o que faço e procuro me aperfeiçoar em todos os sentidos. A responsabilidade de formar novos profissionais éticos, ágeis, atualizados e com um perfil multidisciplinar é, ao mesmo tempo, uma dádiva que me proporciona conviver simultaneamente com as realidades de jovens cheios de sonhos, pais que não medem sacrifícios para ver os sonhos de seus filhos realizados, a perspectiva de uma sociedade mais próspera e justa e, ao mesmo tempo, estar em contato com professores doutores experientes em pesquisa e também junto a empresas inovadoras.

Vocês verão no próximo texto que as preocupações que trago comigo e que desejo compartilhar em relação ao processo de educação formal em função da capacidade de engajamento de discentes e docentes relacionados à produção/uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs) não pode jamais ser visto nem com tecnofilia e tampouco com tecnofobia. Refiro-me tanto às perdas quanto aos ganhos em termos cognitivos a partir da suplementação ou da supressão da memória e de como as associações simbólicas, as problematizações, a autonomia, a criatividade e as relações de causalidade moldam e são moldadas pela ubiquidade das próteses eletrônicas para todos os nossos sentidos.

Sobre o autor:  Prof. Me. Hélio Sassem Paz – @heliopaz | http://heliopaz.com | @comdig @unisinos | Editor-Adjunto http://comdig.info | Coordenador do Núcleo de Comunicação Digital @agexcom | Coordenador-Adjunto da Especialização em Jornalismo Esportivo Transmídia |http://bitly.com/tNhPU3 | SOMOS INFINITAS POSSIBILIDADES

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O Caldeirão de Ideias chegou lá mais uma vez entre os TOP 3

Olá amigos

Quero muito agradecer a todos que ajudaram, votando, divulgando e pedindo votos pro Caldeirão de Ideias no TOP BLOG BRASIL 2012 e que mais uma vez está entre o TOP 3. Queria muito agradecer pessoalmente a todos por mais essa ajuda e carinho a minha pessoa e ao meu trabalho, mas infelizmente não dá. Aqueles mais próximos a mim eu vou agradecer e eles representarão todos os que votaram e nos ajudaram.

Não posso deixar de agradecer a todos que participaram do Projeto “O Caldeirão de Ideias Convida” com seus textos e divulgação que ajudou muito no reconhecimento nacional do blog. Há alguns que sabem o tamanho da importância deles nessa jornada para a realização desse sonho do projeto e que me possibilitaram aumentar o tamanho do sonho acreditando em mim.

Estar entre os 3 melhores blogs do Brasil é uma honra imensa, independente de ser TOP 1, 2 ou 3 já estar entre os 3 melhores é uma vitória imensa. Logico que ser TOP1 seria o máximo mas o que importa mesmo é estar mais uma vez na final.

Esse ano vou ter a companhia da minha querida amiga e “veterana” de premiação a Rute Vera Maria Favero que com o seu maravilhoso Ong da Rute que já ajudou muitas pessoas e que esse ano teremos a companhia do “novato” em premiação, o meu querido amigo/parceiro/irmão Michel Goulart com o seu maravilhoso blog Historia Digital.

Pena que nem todos poderão estar presente a festa mas já estar ao lado de amigos queridos já é alento maravilhoso. Quero deixa o muito obrigado e todo meu carinho por todos os amigos que me fizeram muito feliz mais uma vez.

Abraços do amigo

Robson Freire

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Ensino Médio – Curso Normal: colaboração e autoria mediadas pela web

Wordle: Para o texto

Professores precisam compreender que vivemos na era da comunicação e da informação, que nenhuma atividade pode prescindir da comunicação, educação é essencialmente uma atividade colaborativa. (…) Professores precisam inverter a dinâmica que nos torna repetidores e substituíveis num sistema escolar que castra ao invés de despertar capacidades. Professores precisam redescobrir o diálogo para que possam, novamente, formar gente!!! E gente, acredite, se comunica!!! (Sérgio Lima)

Em 2009, fui designada para o Ensino Médio – Curso Normal (é assim que, atualmente, se nomeia essa modalidade).

Mais ou menos nessa época, dava meus primeiros passos na web, no Ufa! Bloguei! e no grupo Blogs Educativos – espaços de diálogo fundamentais para a construção da minha presença online. A partir deles, conheci/conheço pessoas muito generosas com quem aprendo sempre!

Estava claro, para mim, que essas descobertas, que me provocavam profundamente, que me faziam (re) pensar as práticas pedagógicas, deveriam ser compartilhadas com os alunos (professores em formação inicial).

Então, as aulas de língua portuguesa e de literatura (e, depois, de didática da linguagem e de literatura infantil) começaram a ser mediadas, também, por interfaces da web – tentativas de ampliar os espaços/tempos da sala de aula: nasciam o blog Espichando a Conversa (nossa referência até hoje) e a rede O Normal tá na rede! (descontinuada, quando o lugar em que estava hospedada – Ning – deixou de ser gratuito).

Aos poucos, fomos buscando outras ferramentas que poderiam nos ajudar na construção coletiva do conhecimento; então, criamos textos coletivos no GDocs; publicamos alguns projetos no GSites; trocamos ideias no grupo Curso Normal – Elisa Valls, no Facebook.

Ainda na semana passada, começamos a experimentar o aplicativo Docs, no Facebook, que permite edição compartilhada de textos, apresentações, tabelas… E a organização da Revista Era uma vez…  que servirá de repositório para nossas leituras e reflexões sobre literatura infantil.

Penso que essa inserção tecnológica dos alunos poderá fazer uma diferença significativa na atuação com as crianças da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental; não, apenas, pelo processo de internalização do uso das TIC, mas, principalmente pelas concepções de aprendizagem que sustentam essas práticas.

Ou seja, ao participar de redes de aprendizagem online, baseadas em princípios do construtivismo, da pedagogia freireana que fundamentam a aprendizagem colaborativa, o futuro professor, embora tenha uma história escolar dentro do modelo instrucionista, centrado no professor, baseado na repetição, no individualismo, começa a vislumbrar novas formas de aprender – mais participativas, compartilhadas, dialógicas, criativas, com mais autonomia, com vistas a transformar a realidade.

Além da preocupação com o uso das interfaces, pretendo contribuir para que os alunos entendam a web não só como fonte de informação, mas como possibilidade de aprender junto com colegas de outros lugares, desvendando novos saberes, divulgando e partilhando projetos, que deram certo ou não, para serem discutidos, repensados, qualificados colaborativamente. Como nos provoca Vani Kenski,
Participando, colaborando, reconhecendo e sendo reconhecida pelos seus pares, a pessoa que atua intensamente na comunidade virtual sente seu poder, desenvolve suas potencialidades comunicacionais, libera seus talentos. (…) Aprende a conviver com o grupo, a colaborar e respeitar as pessoas, a falar e a ouvir (ainda que ambos ocorram em intercâmbios escritos), a superar conflitos, expor opiniões, trabalhar com pessoas que não conhece presencialmente, mas com as quais se identifica no plano dos interesses e ideias.
Nesses quatro anos, enfrentamos algumas dificuldades – laboratório de informática volta e meia sem condições de uso, embora os esforços da equipe diretiva da escola, acesso à rede sem fio da escola bastante precário – muitas vezes, andamos com os notebooks (da professora, de alguns alunos) e com os celulares pela escola atrás do sinal ;). Mas, no meu ponto de vista, o principal desafio: ainda, a pouca adesão dos outros professores o que torna essas ações meio individuais e, por isso, meio excêntricas (?) no contexto da escola.

Sim, entendo que o processo de introdução das TIC depende de ações coletivas, presentes no Projeto Político Pedagógico, mas me alegra pensar que nossas práticas, no ensino médio – curso normal, funcionaram como um primeiro passo na direção da aprendizagem colaborativa mediada pela web,
Quem começa? Qualquer um pode ser elemento desencadeador do processo, de um dos processos que vai estar ocorrendo ao mesmo tempo, com diversos outros, iniciados em outros pontos! Todos fazemos parte da rede… se um avança todos avançam um pouco, mas se vários avançam, a mudança não só é maior e mais rápida como permite nova organização. Tanto a autonomia de cada um como a cooperação entre todos são fundamentais! (Fagundes, Sato e Maçada)
Como exemplos de avanços provocados pelo primeiro “passo”, posso mencionar

  • a interação no grupo do Facebook: muito significativa e com bastante autonomia; os alunos contribuem, ativamente, para a organização e manutenção do grupo; há alguns professores do curso que, também, colaboram com frequência; além de professores e alunos de outras escolas de diferentes partes do Brasil;
  • os blogs pessoais criados por alunos, em que publicam sobre temas de interesse pessoal e sobre temas relacionados ao curso;
  • os blogs criados por alguns professores com conteúdos e trabalhos relacionados às disciplinas;
  • o uso do GDocs, por alguns alunos, com autonomia, para produzir trabalhos em grupo;
  • a utilização do GDocs, também, na elaboração de projetos e de planos e aula, durante o período de pré-estágio, que são compartilhados com as professoras orientadoras, facilitando a escrita e reescrita desses textos;
  • o movimento da escola para marcar sua presença online, especialmente, no blog Elisa em rede, em que se encontram muitas produções dos alunos e de professores de diferentes disciplinas, tornando-se uma referência para a comunidade escolar;
  • a criação do Cultura Jovem: o jornal do Elisa, fomentada pelo professor de História do Ensino Médio, editado por alunos dos terceiros anos do Ensino Médio e do Curso Normal, primeira vez que as duas modalidades oferecidas na escola trabalham de forma colaborativa.

De tudo, o que nos agrada mesmo é mostrar que é possível, sim, realizar ações inovadoras na escola pública.

E, o melhor de tudo é ver alunos e professores saindo da cômoda situação de recebedores de informação para a desafiadora situação de autores, de produtores de conhecimentos.

Referências bibliográficas:

FAGUNDES, L., SATO L. S. e MAÇADA, D. L. Aprendizes do futuro: as inovações começaram. Coleção Informática para a Mudança em Educação. MEC/Seed/Proinfo. s/d. Disponível em <http://migre.me/1REUP&gt;. Acesso em 14 nov. 2012.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

GUTIERREZ, Suzana. Redes sociais, apropriação (internalização!) tecnológica. Porto Alegre, maio. 2010. Disponível em: < http://migre.me/1xLMv&gt;. Acesso em 14 nov. 2012.

JORDÃO, Teresa Cristina. Formação do professor para a educação em um mundo digital. In: Tecnologias Digitais na Educação. SEAD/MEC, ano XIX, boletim 19. nov./dez. 2009. p.9-17.

KENSKI, Vani. Comunidades de aprendizagem, em direção a uma nova sociabilidade na educação. Revista de Educação e Informática. SEED/SP, nº 15, dez. 2001. Não paginado. Disponível em <http://migre.me/1N0T1&gt;. Acesso em 14 nov. 2012.

LIMA, Sérgio. Professores conectados (ou porque é preciso entrar na era da informação). ago.2007. Disponível em <http://goo.gl/Rw74J&gt;. Acesso em 14 nov. 2012.

NEVADO, Rosane Aragon de. Ambientes virtuais que potencializam as relações de ensino-aprendizagem. In: Novas formas de aprender: comunidades de aprendizagem. Salto para o Futuro, boletim 15, 2005. p.14-20.

(+) Algumas pessoas/ideias que me inspiram:

Como entra a cultura digital na escola - Lea Fagundes
Educar é amar e não desistir – Adozinda Kuhlmann
Interatividade na educação – Marco Silva
Nós da educação – José Manuel Moran
O velho e o novo na educação – Beatriz Fischer
REA – Bianca Santana
Um jeito hacker de ser – Nelson Pretto

Sobre a autora: Suely Aymone, graduada em Letras – habilitação em língua portuguesa e literaturas da língua portuguesa, pela FAFIUR/PUCRS, em 1984; especialista em Ensino da língua portuguesa, em 1986, pela PUCRS e em Tecnologias em Educação, em 2010, pela PUC-Rio; professora da rede pública do Rio Grande do Sul desde 2000; atualmente, trabalha com as disciplinas língua portuguesa, didática da linguagem e literatura infantil, no Ensino Médio – Curso Normal, no Instituto de Educação Elisa Ferrari Valls, em Uruguaiana – RS.
Na web: blog: ufabloguei.blogspot.com / email: su.aymone@gmail.com / facebook: suely.aymone / twitter: @su_aymone

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Recursos Educacionais Abertos

Débora Sebriam

Muitos ainda não ouviram falar, o nome pode parecer estranho para alguns, outros fazem algumas conexões, mas aos poucos, um número cada vez maior de pessoas e em especial os docentes das universidades e da educação básica, tomam conhecimento dos Recursos Educacionais Abertos.

O termo Recursos Educacionais Abertos (REA) foi estabelecido pela Unesco em 2002. A definição de REA, desde então, tem sido amplamente discutida e aprimorada por uma comunidade internacional que discute e cada vez mais cria projetos interessantes. Segundo a Unesco/Commonwealth of Learning (2011), “recursos educacionais abertos são materiais de ensino, aprendizado e pesquisa em qualquer suporte ou mídia, que estão sob domínio público, ou estão licenciados de maneira aberta, permitindo que sejam utilizados ou adaptados por terceiros. O uso de formatos técnicos abertos facilita o acesso e o reuso potencial dos recursos publicados digitalmente. Recursos Educacionais Abertos podem incluir cursos completos, partes de cursos, módulos, livros didáticos, artigos de pesquisa, vídeos, testes, software, e qualquer outra ferramenta, material ou técnica que possa apoiar o acesso ao conhecimento.”

Os REA possuem três elementos principais: conteúdos de aprendizado, ferramentas técnicas e recursos para implementação:

·         Conteúdo de aprendizado: são os conteúdos em si, como cursos completos, materiais de cursos, tópicos de um conteúdo, metodologias de ensino e aprendizado, exercícios, temas de aprendizagem, coleções, periódicos, etc.

·         Ferramentas: softwares para auxiliar a criação, entrega, uso e melhoria do conteúdo de aprendizagem aberto, incluindo busca e organização do conteúdo, sistemas de gerenciamento de conteúdo e de aprendizagem, ferramentas de desenvolvimento de conteúdo, e comunidades de aprendizado online.

·         Recursos para implementação: são as licenças de propriedade intelectual para promover a publicação aberta de materiais e das ferramentas, estabelecer princípios e localização de conteúdo, como indexação, arquivamento etc.

Para entender como um REA difere de um material disponibilizado na internet “gratuitamente” ou não, note que, os REA oferecem algumas liberdades aos usuários e essas liberdades podem ser definidas pelo autor, sem a necessidade de intermediários, e esse é um grande diferencial. As quatro liberdades mínimas dos REA, conhecida como os “4Rs” (review, reuse, remix e redistribute), são as permissões concedidas aos usuários que acessam esses recursos. São elas:

•        Usar: compreende a liberdade de usar o original, ou a nova versão por você criada com base num outro REA, em uma variedade de contextos;

•        Aprimorar: compreende a liberdade de adaptar e melhorar os REA para que melhor se adequem às suas necessidades;

•        Recombinar: compreende a liberdade de combinar e fazer misturas de REA com outros REA para a produção de novos materiais;

•        Distribuir: compreende a liberdade de fazer cópias e compartilhar o REA original e a versão por você criada com outros.

Essas permissões são dadas aos potenciais usuários, quando o autor da obra especifica uma licença flexível para o material. Essa licença pode ser especificada em um termo de uso, ou alguma outra conhecida, como as do Creative Commons, que oferecem 6 tipos de licenças e são reconhecidas mundialmente.

As possibilidades são inúmeras se partirmos da compreensão de REA como bens educacionais essenciais ao usufruto do direito de acesso a educação e a cultura. Recursos Educacionais Abertos podem facilitar o acesso ao conhecimento às pessoas que estão nas escolas e universidades e as que estão fora delas; incentivar práticas de colaboração, participação ativa da comunidade e compartilhamento; é uma forma de ter melhor aproveitados os investimentos públicos investidos em material didático; garantem liberdade, inovação metodológica e criatividade de produção; é uma maneira de valorizar e reconhecer o professor como autor.

As discussões sobre o tema estão florescendo no Brasil e as iniciativas tem se multiplicado. O cenário atual é muito positivo e distinto de 2008, quando o Projeto REA foi fundado no Brasil. É um dos primeiros projetos no Brasil que tenta aproximar a realidade e às perspectivas brasileiras a discussão internacional acerca de REA e da Educação Aberta. Desde então, uma comunidade ativa e crescente, que hoje conta  com mais de 600 pessoas voluntárias ajudam a consolidar a discussão sobre REA no Brasil através de uma lista de emails, um grupo no Facebook, através do Twitter e em eventos presenciais que se tornaram cada vez mais frequentes em 2011-2012. A comunidade REA Brasil é formada por professores da educação básica e universitários, estudantes de graduação, profissionais de TICs, participantes de movimentos sociais que trabalham com educação fora da escola, advogados, analistas de sistemas, engenheiros, profissionais da da área da saúde.

Entre algumas iniciativas brasileiras, podemos citar o Projeto Folhas, uma política educacional do governo do Estado do Paraná entre 2003-2010. Nesse projeto, o professor se candidatava para participar e ao ser selecionado, recebia licença remunerada e ponto na carreira para pesquisar sobre REA com apoio de especialistas. No final do processo, publicava o estudo em livro que também ficava disponível online e chegava à escola com o nome do professor na capa. A Educopédia, promovida pela Secretaria Municipal de Educação do Rio, é uma plataforma online colaborativa de aulas digitais, que podem ser adaptadas, compartilhadas e remixadas. O recém-lançado Scielo Books, onde as editoras universitárias disponibilizam livros acadêmicos em diferentes formatos e com licenças abertas. Organizações não-governamentais como o Instituto Paulo Freire e o CENPEC também tem os seus projetos de disponibilização de material em REA. Colégios particulares do município de São Paulo, como o Porto Seguro, Dante Alighieri e o Centro Educacional Pioneiro que criou um projeto piloto e começa a dar seus primeiros passos, também participam desse movimento.

Entre as iniciativas públicas, temos o Portal do Professor do MEC, um portal destinado aos professores da rede pública, contém não apenas recursos educacionais, mas também notícias sobre educação, links de apoio e ferramenta de criação de aulas online. A ideia é ótima, entretanto, muito material depositado no portal está regido pelas leis do copyright. O repositório acaba se tornando confuso, pois cada objeto educacional depositado tem sua própria norma em relação a direitos autorais. Alguns adotam alguma licença do Creative Commons, mas outros apresentam nota dizendo que todos os direitos estão reservados. O mesmo problema ocorre com o portal Domínio Público, apesar do nome, nem todos os materiais disponíveis são de fato de domínio público, o que pode gerar confusão e insegurança no usuário. Existem outras inúmeras iniciativas que podem ser encontradas na seção REA no Brasil e no Mundo no site REA.

A grande missão do REA Brasil é prover informação e inovação em política pública de educação. Uma das maneiras de garantir o acesso à educação, a materiais de qualidade e permitir inovação metodológica é por meio de Políticas Públicas que apoiem os REA e determinem que todo o investimento público na compra ou desenvolvimento de recursos educacionais deve dar preferência a Recursos Educacionais Abertos. Tais políticas também se justificam pelo fato de que o direito constitucional à educação não apenas fundamenta a dignidade e a cidadania, mas confere ao cidadão seu potencial humano. Para tanto, atuamos apoiando o trabalho de decisores políticos na construção de políticas públicas e legislação que garantam o acesso aos recursos educacionais resultantes do investimento público direto e indireto.

Nesse sentido, alguns avanços significativos tem ocorrido desde 2011. Tivemos a aprovação de um decreto municipal na cidade de São Paulo, que adotou políticas de REA. Desde 2011, todo material didático produzido pela Secretaria Municipal de Educação é registrado sob licenças flexíveis e está disponível online. Prefeituras menores, sem verba para produzir material do zero, têm usado o material, incentivando seus professores a alterar a produção e adaptá-la para a realidade local.

O Projeto de Lei Estadual de São Paulo 989/2011, já foi aprovado em 3 comissões e a conversa com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo está se estreitando e começando a gerar frutos. Existe também o Projeto de Lei Federal 1513/2011, que foi aprovado na Comissão de Educação e atualmente diversos representantes da sociedade civil, universidades, legislativo começaram a se reunir para escrever um PL substitutivo. E por último, REA foi contemplado no Plano Nacional de Educação nas metas 5 e 7.

O conceito REA é novo não só no Brasil e ainda há muito por fazer. Há necessidade de um grande trabalho para que a cultura colaborativa e de compartilhamento por meio da internet e dos REA seja vista como algo positivo. Muitas vezes, projetos têm como objetivo gerar recursos livres e práticas colaborativas, como é o caso do Portal do Professor do MEC, mas acabam falhando na adoção de políticas claras de como os usuários podem, de fato, utilizar e apropriar-se de tais materiais. Existe também a questão de formação de professores em exercício e a inserção do tema nos cursos de formação de professores. Ademais, no Brasil, as editoras possuem grande poder econômico, político e de mídia, como vemos há alguns anos ao redor do debate das cópias dos livros e da reforma de lei de direito autoral. Tais atores econômicos ainda têm muito receio em relação à sustentabilidade de práticas REA e como tais práticas vão afetar seu poder de mercado. Por isso, nós do Projeto REA também tentamos estudar e gerar conhecimento sobre novos modelos de negócio que podem gerar sustentabilidade para as editoras. Ainda estamos caminhando para o aprofundamento desse debate.

A meu ver, no Brasil, as práticas REA têm surgido de indivíduos que levam suas ideias para suas instituições, que reconhecem REA como parte de sua função social de geração e publicação de conhecimento e pesquisa. É um começo e um começo importante, uma vez que, sabemos que políticas públicas só funcionam efetivamente quando tem o apoio da sociedade.

Saiba mais sobre REA, projetos no Brasil, projetos em outros países, políticas públicas em rea.net.br.

Faça parte da comunidade REA Brasil! Traga suas práticas, dúvidas e apoio para o grupo:

Sobre a autora: Débora Sebriam, Mestre em Engenharia de Mídias para a Educação – Universidade Técnica de Lisboa – Portugal, Université de Poitiers – França e Universidad Nacional de Educación a Distancia – Espanha. É coordenadora de projetos do Instituto Educadigital, gestora de comunicação do Projeto REA Brasil, especialista em tecnologia educacional no Centro Educacional Pioneiro. Atua principalmente com integração de tecnologias ao currículo, tecnologias e formação de professores, desenvolvimento de projetos, gestão de mídias sociais, Recursos Educacionais Abertos, Uso Seguro das Telas Digitais. E-mail: deborasebriam@gmail.com / Redes Sociais: Facebook: facebook.com/deborasebriam / Twiitter: @deborasebriam

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TOP BLOG BRASIL 2012 – O Prazo termina amanhã pra votar no Caldeirão de Ideias para ele ir ao TOP 3

Olá Amigos

No dia 10/10/2012 começou a a votação para vocês colocaram o Caldeirão de Ideias pra ferver agora como TOP 3, queremos agora um esforço de todos nessa reta final da segunda fase do prêmio TOP BLOG BRASIL 2012, no maior concurso de blogs do Brasil como TOP 100 (ele está entre os 100 mais votados de sua categoria) e eu agradeço muito a todos que votaram, pediram voto ou simplesmente indicaram nas suas redes o nome do Caldeirão de Ideias.

A primeira etapa da competição – voto do internauta – terminou no dia 30 de setembro e no dia 10 de outubro, foi divulgada a relação dos finalistas: o Caldeirão de Ideias está entre os mais votados novamente graças a vocês meus queridos amigos. 

A votação se encerra amanhã dia 10/11/2012 as 14h, horário de Brasilia.Então amigos venho pedir pra vocês ajudarem o Caldeirão de Ideias só mais uma vez. Pedimos que você divulgue nas suas redes sociais (Twitter, Facebook, Google+ e Orkut) mais uma vez só, que vai possibilitar ao Caldeirão de Ideias, uma chance inédita em toda blogosfera: ganhar pela terceira vez o prêmio.

Gente pra votar é muito fácil é só ir na página do Caldeirão de Ideias e clicar no selo do Prêmio Top Blog 2012 lá ou ai em cima da postagem ou então clica aqui. Mas lembre-se: agora esse ano a votação tem uma novidade: você pode votar com sua conta do Facebook, do Twitter e por email.

Mas não se esqueça: Depois de votar tem que entrar no seu email e confirmar o voto. Se não confirmar o voto não é valido. Faça como nos anos anteriores, não deixe de votar no Caldeirão de Ideias e peça aos amigos, parentes e até aos inimigos o voto deles. Vote usando o login do Facebook e do Twitter.

Vote também por email, mas lembre-se só vale um voto por email, mas se você tiver mais de um também pode.

Abraços e Obrigado a todos

 Robson Freire

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Tablets e netbooks na educação

José Manuel Moran
Há uma pressão enorme para incluir as tecnologias móveis na educação. Alguns colégios e instituições superiores entregam tablets ou netbooks para os alunos como parte do material escolar. Há uma tendência à substituição dos livros de texto por conteúdos digitais dentro de tecnologias móveis. Uma justifica é diminuir de peso das mochilas dos alunos; outra, baratear do acesso ao conteúdo não impresso (além de ser ecologicamente mais correto); também é visto como importante oferecer recursos de pesquisa, de leitura e de comunicação próximos dos alunos, dos ambientes digitais que frequentam, para motivá-los mais a aprender.
Este é um campo minado de discussões, decisões, interesses. Qualquer análise ainda é parcial, provisória, precária. Mesmo assim, esta é a percepção que tenho no momento.
As tecnologias móveis trazem enormes desafios, porque descentralizam os processos de gestão do conhecimento: podemos aprender em qualquer lugar, a qualquer hora e de muitas formas diferentes. Podemos aprender sozinhos e em grupo, estando juntos fisicamente ou conectados. Na medida que entram na sala de aula o seu uso não pode ser só complementar. Podemos repensar a forma de ensinar e de aprender, colocando o professor como mediador, como organizador de processos mais abertos e colaborativos.
No Brasil, os smartphones e os tablets ainda estão numa fase de experimentação dentro das escolas. Trazem desafios complexos. São cada vez mais fáceis de usar, permitem a colaboração entre pessoas próximas e distantes, ampliam a noção de espaço escolar, integrando os alunos e professores de países, línguas e culturas diferentes. E todos, além da aprendizagem formal, têm a oportunidade de se engajar, aprender e desenvolver relações duradouras para suas vidas. Ensinar e aprender podem ser feitos de forma muito mais flexível, ativa e focada no ritmo de cada um.
A tela sensível ao toque permite uma navegação muito mais intuitiva e fácil do que com o mouse. Crianças pequenas encontram os jogos e aplicativos muito mais rapidamente. Com o barateamento progressivo a partir de agora, estarão muito mais presentes dentro e fora da sala de aula. Permitem experimentar muitas formas de pesquisa e desenvolvimento de projetos, jogos, atividades dentro e fora da sala de aula, individual e grupalmente. O professor não precisa focar sua energia em transmitir informações, mas em disponibilizá-las, gerenciar atividades significativas desenvolvidas pelos alunos, saber mediar cada etapa das atividades didáticas. Poderemos ensinar e aprender a qualquer hora, em qualquer lugar e da forma mais conveniente para cada situação. Os próximos passos na educação estarão cada vez mais interligados à mobilidade, flexibilidade e facilidade de uso que os tablets e ipods oferecem a um custo mais reduzido e com soluções mais interessantes, motivadoras e encantadoras. Não podemos esquecer que há usos dispersivos. É cada vez mais difícil concentrar-se em um único assunto ou texto, pela quantidade de solicitações que encontramos nas tecnologias móveis. Tudo está na tela, para ajudar e para complicar, ao mesmo tempo.
As tecnologias móveis desafiam as instituições a sair do ensino tradicional em que os professores são o centro, para uma aprendizagem mais participativa e integrada, com momentos presenciais e outros a distância, mantendo vínculos pessoais e afetivos, estando juntos virtualmente.
As inovações mais promissoras encontram-se em escolas que têm tecnologias móveis na sala de aula, utilizadas por professores e alunos. Os programas de um computador ou tablet por aluno, ainda em fase experimental em centenas de escolas municipais, estaduais e particulares, sinalizam mudanças muito importantes na forma de ensinar e de aprender. As aulas são mais focadas em projetos colaborativos, os alunos aprendem juntos, realizam atividades diversificadas em ritmos e tempos diferentes. O professor muda sua postura. Ele sai do centro, da lousa para circular orientando os alunos individualmente e em pequenos grupos. As aulas de 50 minutos não fazem sentido, porque dificultam a sequência de tempos para atividades de pesquisa, análise, apresentação, contextualização e síntese.
Tablets ou netbooks?
No momento atual é difícil escolher uma das duas ferramentas sem perder algo. Os tablets atraem mais, são mais intuitivos, fáceis de manusear, de ler. Aos poucos chegarão com comandos de voz, sem precisar tocar na tela para acontecer o que desejamos conseguir. Os netbooks aos poucos são mais rápidos, leves e com mais recursos. A tendência é a dos ultrabooks. Os tablets não privilegiam o ato de escrever, fundamental para aprender. Têm teclado, mas ainda não está totalmente integrado, de forma fácil para quem escreve muito. Percebo que é uma questão de pouco tempo para termos no mercado tablets que incorporem os melhores recursos dos notebooks mais poderosos. Na minha opinião não deveríamos, atualmente, optar por uma ou outra ferramenta exclusivamente, mas ter ambas disponíveis para os alunos, permitindo a escolha pessoal, de acordo com o perfil de cada um e de como vai utilizá-los mais. Os tablets e smartphones são mais avançados, inovadores e chamativos. Os notebooks procuram incorporar alguns dos avanços de ambos. É uma decisão ainda em aberto, aguardando a evolução integradora das tecnologias móveis.Alguns aplicativos para tecnologias móveis
Os aplicativos cada vez mais se adaptam aos principais sistemas operacionais, abertos e fechados. Os aplicativos mais interessantes que conheço, principalmente para smartphones, ajudam no aprendizado de línguas. Cursos inteiros podem ser acompanhados por podcast ou vídeos, com testes adequados e ambientes de colaboração como os que acontecem em redes sociais. Gosto, por exemplo, do LearnEnglish do British Council com histórias em capítulos, jogos, desafios e integração com Facebook e Twitter. Outro semelhante é o ESLPod com histórias do cotidiano e explicações das principais expressões em ritmos diferentes. Tem aplicativos como o Stitcher que organiza os programas de rádio e podcast por temas e línguas e são extremamente variados e atualizados e podem ser acessados a qualquer hora e de qualquer lugar. Tem o Google Earth e todas as possibilidades de utilização principalmente em Geografia, o YouTube com a imensa variedade de vídeos, de canais e de facilidade de postagem de novos vídeos feitos pelos alunos. O Google Sky Map – ao apontar o smartphone para o céu e o Google Sky Map mostrará as estrelas, planetas, constelações e muito mais para ajudar a identificar os objetos celestes em vista. O aplicativo mais conhecido é o Wikipedia – da maior enciclopédia online colaborativa. Também é interessante o Celeste CE – Basta apontar a câmera e ver exatamente onde cada objeto do Sistema Solar está localizado de dia ou noite. O My Class Schedule – Aplicativo para que o estudando organize horários de estudo, notas e todas as informações do seu curso. Tem os aplicativos que utilizam a localização por GPS e que permitem  interagir com outras pessoas naquilo que se precisa, enviar fotos, trocar vídeos, desenvolver projetos juntos. A tendência é a de termos muitas mais soluções para todas as nossas necessidades. O que nunca pode faltar é a vontade e o gosto por aprender.

Conclusão
Todas as tecnologias nos ajudam e ao mesmo tempo nos complicam. Depende de como as integramos no que pretendemos. Elas podem nos ajudar a aprender e a evoluir, mas também favorecem a dispersão nas múltiplas telas, aparelhos, aplicativos, redes. Ajudam a comunicar-nos melhor, mas também a desfocar-nos, distrair-nos, tornar-nos dependentes. A educação é um processo rico e complexo de ajudar a aprender, a evoluir, a ser pessoas livres. As tecnologias fazem parte do nosso mundo, nos ajudam, mas ainda precisamos experimentar muito para encontrar caminhos de integração que nos permitam avanços significativos na escola e na vida.

Sobre o autor: José Manuel Moran, Professor de Comunicação na USP(aposentado). Diretor do Centro de Educação a Distância da Universidade Anhanguera-Uniderp e pesquisador de mudanças na educação presencial e a distância. Meu foco é tornar a escola e a universidade mais inovadoras, empreendedoras e acolhedoras, focando mais a pesquisa, a inter-aprendizagem, os valores humanos e as tecnologias digitais ; Facebook: jmmoran10 ; E-mail: moran10@gmail.com  ; blog: http://moran10.blogspot.com.br/  ; Site Oficial: http://www.eca.usp.br/prof/moran

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Valorar, Ousar e Entusiasmar: Voe com a Cultura da Inovação

Neli Maria Mengalli

Tenho investido o meu tempo em cenários prospectivos em estudos de futuro e tenho a informar que a capacidade de inovar é inerente ao ser humano. Com os recursos computacionais a tendência é aumentar a ligação de pessoas e de ideias, visto que as pessoas são vinculadas a opiniões e a indivíduos com interesses comuns. No século XXI, muito se escreve acerca de desenvolvimento de competências para a inovação e os números mostram que caminhamos para a ampliação de iniciativas.

Na atualidade, não é importante saber mais que o outro faz, mas o que pode ser feito com o que se sabe e quais as consequências dos projetos. Na era da inovação, saber fazer as perguntas corretas com crítica e referenciar qual é a resolução do problema com a solução criada são práticas essenciais para trazer o novo para a sociedade.

O que é criado tem de ser mostrado para os pares para que exista a validação. Poucas são as redes internacionais de pesquisa formal e estão, principalmente, nas áreas de maior investimento de universidades / corporações. As demais áreas, para que exista a inovação, as pessoas usam a agilidade e a adaptabilidade na comunicação ou interação com iniciativas empreendedoras.

Em redes virtuais, as pessoas acessam muitas informações e poucas fazem as análises para uso em projetos de trabalho individual ou coletivo. Ainda não se tem uma comunicação escrita eficaz nas mídias sociais para a efetivação de produtos, processos ou métodos inovadores. As pessoas usam a curiosidade e a imaginação para criar oportunidades de construções coletivas.

As chances de trabalhos conjuntos existentes no mundo são baseadas no modo como as pessoas aprendem e como os conteúdos são ensinados a elas, ou seja, a área da educação tem de ter muitos estudos de futuro com cenários escritos para conseguir visualizar em que medida é necessário (re) escrever os planos estratégicos para ensinar e mensurar o que é e como é aprendido.

A economia é baseada em pessoas e recursos, logo, se as pessoas não são capazes de existir com recursos próprios, precisam de soluções alheias. As lições iniciais estão nas escolas que não podem ser mais vistas com olhar de gestão de dificuldades e de caos, mas como cenários de futuro e prospecção.

O entendimento de cenários prospectivos na área da educação é potencial para a economia voltada para a inovação, visto que as pessoas não se voltam para a gestão de dificuldade e do caos, procuram minimizar os problemas que podem ocorrer com a perspectiva de futuro. Inovar é uma ação que se faz com grupos, com foco, com individualização, com reflexão e com efetividade em respostas. Aprender a ser um inovador requer transcender disciplinas e problemas com exploração de soluções a partir de múltiplas perspectivas.

As pessoas que buscam a inovação no modo pensar e agir não procuram descobrir o que o outro quer e assumem riscos de aprendizagem em tentativas e erros. Entender os erros é sistematizar o que é feito e o que pode ser feito. Na idade escolar, as pessoas aprendem a consumir informações e não a produzir resultados a partir de aprendizados. Não sistematizam soluções e não são intrinsecamente motivadas, pois vivem de escalas de classificação e recompensas.

É a curiosidade que move pessoas, os prêmios mobilizam apenas. As teorias e as modificações para comportamentos inovadores são iniciadas com a exploração e o propósito. Todos querem fazer a diferença no mundo, mas poucos têm senso de urgência acerca de um problema emergente.

Para que exista a inovação é necessário que se tenha um resultado feito por uma ou mais pessoas. Como o fruto do trabalho é visto e como se faz a apresentação emerge a diferença. Inovar não está relacionado somente com o processo, mas com o modo de expor o resultado do trabalho e como a reputação da pessoa ou pessoas está na sociedade em relação ao tema que é tratado.

Oportunidade é uma palavra que jamais pode deixar de existir para a inovação. É a possibilidade de uso ou de mudança de um paradigma existente que valoriza ações que se mobilizam para trazer o novo para as mídias com o investimento pessoal ou de corporações. A postura pessoal do inovador é a paixão por perseguir a vida com entusiasmo.

Existem trabalhos por comunidade de nicho para avançar com o trabalho e com as estratégias de divulgação. As ideias surgem a partir de temas e de pessoas, contudo os que se destacam estão incorporados e engajados na comunidade com responsabilidades sociais ontológicas, têm stakeholders, aprendem o vocabulário criativo necessário para se comunicar com a maioria das pessoas que estão na área escolhida, agem no feedback de pessoas, priorizam o desenho da inovação e dão ao usuário algo que ele não encontra em outros eventos produzidos.

Não existem segredos, mas possibilidades de ênfase para que ocorra a inovação. Intensificar os diálogos acerca de como criar o melhor clima para a concepção da ideia, centrar esforços em projetos conjuntos nas áreas de interesse, desenvolver espaços físicos e virtuais para facilitar a execução das ações e buscar financiamento para a continuidade do desenvolvimento e para a distribuição são modos de viabilizar a inovação.

Adaptar estratégias é uma tarefa de quem sabe inovar. Nesse procedimento está a antecipação do futuro com informações, com visão de negócio e com a criação de redes de contato e de interesse. A análise do projeto tem de ser de modo crítico com o olhar para os problemas e para as causas e com o desafio de crenças. Evitar a manipulação de dados e os pré-julgamentos.

A interpretação do mundo com a organização de informações de fontes diferentes para consolidar o conceito precisa da busca de padrões em diversos projetos. Encorajar os stakeholders para criticar e testar as premissas e as hipóteses. A decisão é tarefa do líder do projeto e são necessários os equilíbrios entre a velocidade das informações e das críticas com o rigor que prevê a qualidade, a agilidade e a efetividade para a sociedade. Perfeição não existe na inovação, pois as pessoas tendem a crítica.

A análise no consenso não existe, mas o resultado do diálogo tem de estar presente no projeto inovador com a criação de confiança e engajamento da crítica em visões divergentes. A intencionalidade humana presente nas análises tem de ser evidenciada, pois é um modo de trazer as diferenças de opiniões para o consenso para avaliar a tolerância no risco do empreender na ideia na construção do suporte necessário para que seja inovadora.

O aprendizado pessoal e organizacional mobiliza o encorajamento no momento de verificar as lições aprendidas, as mudanças que têm de ser feitas e as celebrações de parcerias precisam ser evidenciadas. Reconhecer necessidades é para os inovadores, porque têm a cultura da oportunidade no percurso pessoal e profissional. Desse modo, encontram, desenvolvem e depuram soluções criativas para a sociedade.

Esse movimento faz com que as pessoas saibam correr riscos e ir mais distante de outras pessoas que sistematizaram soluções. O escrito é um modo de registro, a inovação verdadeira está além dos dados consolidados, está na mente humana, no mundo das ideias. Ninguém chega até a imaginação do outro.

Na mente humana estão os sentidos que causam o impacto e movimentam mercados com conceitos novos. É necessário ser um empreendedor social que sabe usar cada informação para flexibilizar, adequar e replanejar o projeto. Valorar cada ideia é um modo para ter potencial no conceito inovador. A rapidez e a volatilidade do mercado depreciam produtos, por isso, a aceleração do processo é fundamental para a apresentação para as pessoas.

Conseguir identificar oportunidades, ter rapidez para implementar e ter valores nas ideias propiciam chances. A paixão faz pessoas investirem em ideias. Mostrar o caminho e inspirar pessoas é essencial para a continuidade do processo de fomento e de aprendizado.

Deixo algumas perguntas para serem respondidas em cenários prospectivos de futuro para a inovação. Qual o valor da sua ideia? Como você ousa para ter informações ou para apresentar o seu trabalho? E qual o seu entusiasmo em prosseguir com projetos? A cultura da inovação está na memória humana, voe nas imaginações.

Sobre a autora: Neli Maria Mengalli, especialista em tecnologias em educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-RJ, mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP, e-mail: mengalli@uol.com.br / mengalli@gmail.com. Redes Sociais: Facebook: https://www.facebook.com/nelimariamengalli / Twiitter: https://twitter.com/NeliMaria.

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Sites de Redes Sociais na Educação

Vanessa dos Santos Nogueira

Pensar sobre o uso de Sites de Redes Sociais na educação remete a várias questões:

- A precariedade dos laboratórios de informática das escolas públicas e a ausência de um professor que trabalhe somente no laboratório. Tanto a falta de computadores, manutenção, internet…

- Como fazer um trabalho integrando as tecnologias digitais e redes sociais sem recursos materiais e humanos para isso?

- Os muitos discursos sobre as possibilidades da internet e das redes sociais como se todos tivessem acesso e soubessem “como” usar esses recursos.

- É possível criar uma rede social na internet diferente das redes sociais presenciais? Pensando que os mesmos sujeitos do presencial são os que habitam espaços/lugares virtuais.

- Qual a melhor opção de redes sociais online para usar na escola? Redes fechadas ou abertas? Pensando que redes corporativas não são feitas para a educação e oferecem conteúdo impróprio, limite de idade, propagandas… ao mesmo tempo a escola não pode negar a existência dessas redes e criar na escola espaços tanto presencias como virtuais “ideais”, lembrando que fora da escola não temos espaços separados e os alunos vão conviver e interagir com diversas redes presenciais e virtuais, tendo que fazer escolhas…

As redes sociais na internet são alvo de diversas reportagens, manuais e tutoriais que incentivam professores e alunos a fazer uso de recursos nelas presentes, apresentando, muitas vezes, somente uma versão das suas possibilidades. Concorda-se que a utilização desses espaços pode intensificar a comunicação, as discussões sobre conteúdos e o rápido acesso a informações, contudo temos uma série de cuidados a serem considerados como direitos autorais, idade mínima para utilização, tempo de trabalho do professor fora do seu horário de trabalho etc.

Percebe-se que utilizando ou não as redes sociais na internet, em espaços formais das escolas/universidades, se faz necessária uma discussão sobre seus limites e possibilidades, vantagens e desvantagens, prós e contras do seu uso, repercussão e alteração do presencial, como também a apropriação que os sujeitos da educação estão fazendo das redes sociais na internet fora dos espaços escolares/acadêmicos e como esses sujeitos estão se movimentando nesses novos tempos e espaços.

Onde existam recursos materiais e humanos a utilização de Sites de  Redes Sociais na escola esse recurso pode representar hoje a possibilidade de contribuir para a formação de sujeitos efetivamente participantes, considerando novos tempos e espaços onde professores e estudantes se movimentam juntos como sujeitos autores e co-autores dos processos de ensino e aprendizagem. Pensar o planejamento, utilização e avaliação das redes sociais no cenário escolar agrega novos espaços de diálogo e produção de sentidos, e se esses espaços forem pensados em/para colaboração passamos a ter a descentralização do conhecimento. Ao mesmo tempo em que os alunos se movimentam com mais facilidade nas redes sociais, seu uso no cenário educacional requer comprometimento e cuidado. Muitas novidades e as diversas opções que as redes sociais e seus mais variados recursos podem oferecer uma possibilidade rica e complexa de emancipação – não temos uma receita pronta, é um exercício de construção coletiva e colaborativa. Assim, o papel das Sites de Redes Sociais na educação nos remete à possibilidade de ampliar o diálogo ultrapassando a sala de aula tradicional  onde o professor era o centro, para uma dinâmica descentralizada  produzindo novas formas de ensinar e aprender; isso quando utilizadas como espaços de problematização em atividades que instiguem a criatividade, buscando não só produzir uma aula mais divertida ou a utilização de um recurso que está na “moda”, mas gerando discussões e ações que possam contribuir efetivamente para uma mudança social.

Alguns links para saber mais sobre o assunto

Vídeos:

Redes Sociais na Educação – TV Escola – Entrevistas com Sérgio Lima, Lilian Starobinas e Eziquiel Menta.

TICs e redes sociais na formação de professores – TV Escola – Primeira parte da entrevista com o professor Paulo Francisco Slomp, da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul http://www.ufrgs.br/psicoeduc.

Redes Sociais – Palestra com Augusto de Franco.

Entrevistas:

Redes sociais na escola – Revista Ponto Com

O uso de Redes Sociais na educação – Entrevista com João Mattar

Referências

NOGUEIRA, Vanessa dos Santos; PIZZI, J . Reconhecimento Intersubjetivo em Redes Sociais na Internet. In: VII Ciclo de Estudos Educação e Filosofia: tem jogo nesse campo? Pedagogia como Ciência da Educação, 2012, Pelotas. Anais do VII Ciclo de Estudos Educação e Filosofia: tem jogo nesse campo?. Pelotas: Ed. da UFPel, 2012. v. 1. p. 231-238. [Baixar]

NOGUEIRA, Vanessa dos Santos . A linguagem escrita na educação a distância: possibilidades de comunicação e constituição do sujeito/aluno. In: XV ENDIPE – Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino, 2010, Belo Horizonte. Anais do XV ENDIPE – Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino, 2010. [Baixar]

NOGUEIRA, Vanessa dos Santos. O papel das redes sociais na escola. In: XII Congresso Internacional de Educação Popular e XXI Seminário de Educação Popular. Santa Maria, 2012.

Sobre a Autora: Vanessa dos Santos Nogueira, Pedagoga, Especialista em Gestão Educacional, Mestre em Educação – UFSM, Doutaranda em Educação na Universidade Federal de Pelotas – UFPel. E-mail: snvanessa@gmail.com. Blog: www.vanessanogueira.info, Twitter: @svanessa, Facebook: snvanessa;

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Ambientes virtuais: novos espaços de aprendizagem?

Ana Beatriz Carvalho

Os LMS – Learning Management System – conhecidos como ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) – são plataformas criadas para gerenciar a aprendizagem a distância. Com o crescimento da Educação a Distância nos últimos anos, surgiram inúmeras possibilidades para o uso dos espaços virtuais de aprendizagem.  Os ambientes virtuais agregam interfaces que permitem a produção de conteúdos e canais de comunicação, permitem também o gerenciamento de banco de dados e o controle total das informações que circulam no ambiente. As principais formas de utilização de um Ambiente Virtual são as seguintes: 1.Foco nas ferramentas de aprendizagem: a única forma de contato entre alunos e professores é através do ambiente. As ferramentas (aulas virtuais, atividades, textos etc.) são utilizadas em substituição aos encontros presenciais (inexistentes). 2. Foco na comunicação e complementação da aprendizagem: o ambiente é utilizado como uma forma de criar uma conexão institucional entre os participantes e paradisponibilizar estratégias complementares de aprendizagem, através das ferramentas disponíveis no ambiente. São utilizadas para enviar e receber atividades, orientar a aprendizagem e fomentar a discussão sobre os temas da disciplina entre os alunos e professores. 3. Foco na comunicação: são ambientes criados apenas para a comunicação entre os participantes, não apresentando materiais ou propostas de atividades. É o caso dos cursos a distância com o projeto pedagógico estruturado apenas no material impresso. A forma de utilização do ambiente virtual em consonância com o projeto político-pedagógico do curso é fundamental para o estabelecimento da estrutura sobre a qual o aluno-aprendiz irá interagir no AVA. O conceito de maior ou menor interatividade, assim como a freqüência e intensidade no acesso realizado serão proporcionais ao objetivo das ferramentas disponibilizadas. É relativamente comum encontrarmos ambientes pouco explorados pelos alunos em função da inexistência de demanda pedagógica estabelecida pelo curso. Por outro lado, encontramos cursos que são estruturados totalmente on-line, mas que não conseguem atingir a participação desejada dos alunos no AVA Existem vários ambientes virtuais de aprendizagem disponíveis com propriedades e ferramentas bastante similares, mas também com singularidades que determinam a sua escolha.

O e- Proinfo é a plataforma utilizada pelo MEC (desenvolvida pela extinta SEED) para a realização dos cursos a distância para a formação de professores.  Bastante conhecido dos professores da Educação Básica,  o ambiente e-Proinfo foi reestruturado há cerca de dois anos, mas ainda é considerado um ambiente pouco amigável pelos professores e multiplicadores dos NTE (Núcleos de Tecnologia Educacional das redes estaduais).

Atualmente, o ambiente virtual mais conhecido é o Moodle, sistema de código aberto e gratuito. Os usuários podem baixá-lo, usá-lo, modificá-lo e distribuí-lo seguindo apenas os termos estabelecidos pela licença. O Moodle está em contínuo desenvolvimento com uma comunidade que abrange participantes de todas as partes do mundo. Atualmente o Moodle tem sido a plataforma mais utilizada nos projetos de educação a distância desenvolvidos no âmbito da UAB e apesar de ser apresentado como um ambiente desenvolvido a partir dos princípios da teoria construtivista, a concepção pedagógica de cada ambiente virtual dependerá do uso que é feito dele. Um grande problema que enfrentamos hoje na EaD é o engessamento dos ambientes virtuais que ainda não conseguiram explorar de forma plena toda a potencialidade que um AVA oferece. As limitações no uso dos ambientes tem propiciado o surgimento de ambientes pobres, com pouca ou nenhuma diversificação de materiais, ferramentas e atividades que desmotivam o aluno e não favorecem a aprendizagem.

Embora seja o mais conhecido, o Moodle não é o único ambiente virtual com código aberto e de uso livre e gratuito: o ambiente Amadeus, desenvolvido pelo Centro de Informática – CIn da Universidade Federal de Pernambuco, é um software público, disponível para ser baixado, modificado e reutilizado. O Amadeus disponibiliza aplicações bastante interessantes, como a integração com celulares, jogos e TV Digital.

Outro ambiente criado no CIn da UFPE, é o Redu, uma rede educacional que agrega as funcionalidades de uma rede social com o gerenciamento dos ambientes virtuais. O Redu apresenta várias funcionalidades interessantes com a estrutura de uma rede social e leva o conceito de grupos de trabalho para a sua própria organização da mediação entre professores e alunos. A diversidade de sistemas voltados para a aprendizagem é um indicativo importante que já temos muitas pesquisas e produtos que buscam melhorar a funcionalidade dos ambientes virtuais para construir espaços de aprendizagem mais eficazes, interativos e atraentes para os alunos. Embora os ambientes virtuais por si só não serão capazes de promover práticas pedagógicas inovadoras, é importante que seja possível pensar a aprendizagem em espaços diferenciados. Os ambientes virtuais representam um desafio para pensarmos em novas concepções de aprendizagem em novos espaços, mas a inovação pedagógica dependerá muito menos das tecnologias digitais e ferramentas existentes e muito mais da reflexão e atitude dos professores e alunos que as utilizam.

Sobre a autora: Ana Beatriz Gomes Carvalho, é graduada em Geografia pela Universidade Federal Fluminense, mestre em Planejamento Urbano e Regional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutora em Educação pela Universidade Federal da Paraíba. Professora da Universidade Federal de Pernambuco, lotada no Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino e no Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática e Tecnológica (EDUMATEC). Desenvolve pesquisas sobre os seguintes temas: educação a distância, redes sociais, hipertexto, inclusão digital, aprendizagem em rede e o uso de tecnologias na formação de professores.
Blog:anabeatrizgomes.blogspot.com.brE-mail:anabeatrizgpc@gmail.com;Twitter: @anabee

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